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Shell compra rede de recarga de carros elétricos

18/10/2017

É o 1º negócio da petroleira na área de mobilidade elétrica, um segmento que especialistas apostam que deve crescer rapidamente.


Por G1.com.br
Homem recarrega seu carro em ponto na Noruega.
Foto: REUTERS/Alister Doyle.

A petroleira Royal Dutch Shell fechou acordo para comprar a holandesa NewMotion, dona de uma das maiores redes de recarga de carros elétricos da Europa, no primeiro negócio da companhia na área de mobilidade elétrica, um segmento que especialistas apostam que deve crescer rapidamente.

A Shell disse que a NewMotion, que controla mais de 30 mil pontos de carga para veículos elétricos na Europa Ocidental e oferece acesso a outros milhares de pontos, irá operar em paralelo com seu programa de desenvolver pontos de recarga rápida em todos seus postos.

"São produtos complementares. Um é para carga rápida em postos, e outro é visa cargas em um ritmo mais lento, nos locais de trabalho ou em casa. Neste estágio, não há planos para integrar os dois", disse o vice-presidente de novos combustíveis da Shell, Matthew Tipper.

A Shell está instalando postos para carregamento de veículos elétricos em seus postos de varejo na Grã-Bretanha, na Holanda, na Noruega e nas Filipinas.

A NewMotion, fundada em 2009, tem mais de 100 mil usuários registrados de seus serviços de recarga na Europa, e oferece acesso a todos seus postos próprios de carga, bem como a outros 50 mil estações parceiras.

O negócio ocorre em um momento em que há expectativa de um significativo crescimento na demanda por carros elétricos nas próximas décadas.

O Morgan Stanley estima que entre 1 milhão e 3 milhões de pontos públicos de recarga devem ser necessários na Europa Ocidental até 2030, ante menos de 100 mil existentes atualmente.
O setor tem cada vez mais chamado a atenção de petroleiras, que sabem que o negócio pode ameaçar parte de seus negócios de distribuição.

A BP, rival da Shell, disse em agosto que está em conversas com produtores de veículos elétricos para uma parceria que visará oferecer estações de carga em seus postos.

Reuters